Permuta de P1 ( língua Portuguesa)

Olá! Sou P1 de Língua Portuguesa da 7ª CRE ( Taquara) e preciso trabalhar em Campo Grande ou Bangu. Caso saiba de alguém interessado em fazer permuta, por favor envie e-mail para marcialetras@hotmail.com.

quinta 28 julho 2011 06:53


Nós dois.

sábado 16 julho 2011 04:55


Com moderação.

Nada está definido, mesmo quando o pijama já foi trocado, pode haver  alguma mudança nos planos dessa coisa imprevisível que é a vida. Não sucumbir perante ela é o desafio. Parece que as coisas estão caminhando, correndo e de repente uma notícia, uma dor, um telefonema informa que apesar de toda a boa alimentação, dos bons hábitos, da poupança algo saiu muito errado.

As pessoas descobrem o câncer, a chuva arrasta  o carro, o governo baixa medidas, as pessoas que nos interessam não ligam, o emprego dos sonhos finalmente acontece, porém numa cidade distante, os parentes morrem dias depois de terem feito exames rotineiros e há traições nas relações humanas. Alguns ficam inteiros frente aos bombairdeios e imprevisibilidade da vida, outros bêbados, compulsivos, soberbos, enclausurados. Eu escrevo e sonho, tomo calmante, faço terapia, escrevo. Tento desfiar os sentimentos e ver que o imprevisível não é um inimigo oculto, ele é covarde, mas não é inimigo. Ele é rápido, sagaz, mas não me odeia. Ele me faz criar alternativas, porque se eu  não as crio, sou engolida pelo imprevisto, pelo câncer, pela chuva, pelo dinheiro, morta a cada nova traição.

É preciso dialogar com os sentimentos, chamá-los para perto, olhar firme para eles. Sentimento é forte, entretanto dominável. A ira pode virar fé; o desdém, compaixão; o medo, criatividade e a preguiça, raiva. Gosto da raiva, o ódio me cega, contudo a raiva me tira do lugar, me traz a palavra certa. Muita raiva me tira as forças. Eu preciso de uma dose diária de raiva, só o suficiente para que eu não me vire para o lado na cama e queira continuar deitada com auto-piedade.

E se os horários para todos os meus compromisso são incompatíveis, e se o tempo todo preciso fazer escolhas, e se as relações não se dão no meu molde, encaro firme a frustração. Assumo que perdi. Aprendi a perder, não deu, não consegui. Escolho sentir o que tiver que vir, mas sinto com moderação.

terça 23 fevereiro 2010 11:01


Férias!

Eu preciso comprar pilhas para a minha digital, porque não dou conta de guardar na memória e no espírito as emoções dessas férias.

Desde o dia 23 de dezembro estou em casa, no Rio,  e a cada dia uma coisa boa e nova me ocorre. Ando um pouco tímida com toda essa felicidade, pq o mundo tá sofrido com suas catástrofes, terrores, corrupções e eu ainda assim sinto escorrer pelo canto da boca um fio de duçura, que pinga no vestido florido e inunda a sala. 

Ah, felicidade descabida! Como eu queria deprimir como Clarice, vagar na consciência de Adélia Prado, mas nessas férias, apesar de todas as dores, da grana sempre controlada, do peso que não abaixa, das coisas que preciso ler, ainda assim, todos os dias me sinto cada vez melhor.

Fazer o quê? Vou comprar pilhas. 

domingo 17 janeiro 2010 08:35


Foi apenas um final de semana.

Ao final da labuta docente de  sexta-feira, eu me preparei para experimentar uma situação bem diferente: pela primeira vez ficaria sozinha numa casa, depois de quase um ano saltitando de república em república na cidade que mais cresce em qualidade de vida no Brasil segundo a FIRJAN , ou seja: Macaé. Fui dormir logo após a novela e às 5:45 da manhã de sábado os meus olhos abriram, implacáveis, chamando-me para não sei o quê. Relutei, revirei, mas não consegui permanecer no sofá-cama recém adquirido. Enfim, levantei e fui preparar minha deliciosa vitamina de banana com aveia e linhaça. Li, arrumei coisas, respondi todos os e-amils do mês inteiro, almocei miojo, claro, e quando o dia já estava quase quase findando fui ao único super -mercado que conheço na cidade ( o que siginifica andar uns 15 minutos). Comprei tudo o que havia surrupiado da minha companheira  de casa, para que ela nem percebesse os meus assaltos aos seus biscoitos durante o sábado. Mas, no único mercado de grande porte  que conheço, não havia a marca exata do biscoito que ela havia deixado, então comprei o similar e rezei para a distração dela a fizesse ficar confusa quanto ao sabor do biscoito de sexta e o que ela havia de encontrar na segunda. Recoloquei quase tudo no mesmo lugar, ainda confiante de que ela por ser muito distraída, iria achar o sabor diferente, porém gostoso.
Na volta para casa, em torno do 7º minuto de caminhada, meu telefone macaense toca e ...Uma colega de trabalho me convidando para saborear um camarão com vinho na casa dela. Uma pessoa gentilíssima, que por saber da minha estada na cidade, se mostrou preocupada, companheira e jamais mereceria ouvir a verdade de mim a respeito da minha repulsa quase mortal por camarões, acrescida por minha abstinência total de álcool devido a minha dieta hipocalórica. Comprei um garrafa de Coca-cola Zero e fui amarradona para a casa da amiga. Ao ser carinhosamente recebida por ela, fui notificada de que a reuniãozinha seria na casa da vizinha ( para os macaenses " casa da vizinha" trata-se de um barzinho, no bairro da Aroeira, mas para esse relato, não, é o sentido literal. Fui recepcionada por todos com enorme acolhimento e quando chegou a vez de beijar a dona da casa, percebi que ela estava um tanto...alterada, serelepe, ansiosa, eufórica devido as perturbações do álcool. Se eu tivesse contando isso pessoalmente diria: trêbada, mas como estou escrevendo, vou dizer alcoolizada.
Após dois minutos de conversa comecei a ficar mais à vontade com o povo da casa da vizinha. Sempre me esquivando do camarão, que exalava seu cheiro pela casa, pelas pessoas, por tudo e do vinho, da ceveja, da caipirinha, da Ice, de tudo o que tivesse álcool. Até que a dona da casa, ou a vizinha, como preferir, perguntou: " E aí...o que tá achando de Macaé". Bom, essa é a senha que desencadeia tudo o que penso da cidade. E eu disse: sem estrutura, sem táxis circulando, sem transporte público de qualidade, sem movimento cultural que me agrade, caríssima , sem saneamento, minha casa foi assaltada, minhas amigas foram assaltadas, ando com medo, mas há muita  gente  bacana à beça, que me ajuda a superar essas pequenas queixas. ( Da próxima vez que alguém desencadear a senha,  vou começar pela última frase). A vizinha da minha amiga é macaese e não ouviu a parte que elogioas pessoas...Falou aos berros que nenhum lugar será bom , se a pessoa não estiver bem. Que é necessário buscar a felicidade interior, pois ela já esteve na Europa, nos EUA e que em qualquer lugar foi feliz ( Claro, né?). E o marido da vizinha da minha amiga completou: as pessoas não gostam de Macaé, pq não tem amigos....Sáo os amigos e a família que fazem falta.
Eu respondi: não. Meu caso não é esse, não gosto é da falta de estrutura.
Passados uns minutinhos, a vizinha perguntou-me: vc é crente? E eu, apenas, sorri! Vc precisa beber, ela disse. ( A minha amiga interrompeu: ela tá fazendo dieta) e a vizinha continuou: mas seu médico é muito ruim, mesmo! Eu tb tô fazendo dieta, olha, olha, olha, enquanto mostrava a barriga lipoaspirada e me dava conselhos a respeito de exercícios fisicos para perder peso. Depois, ela me levou para dentro da casa e me fez ver várias fotos, umas antes da cirurgia outras pós lipo. Não feliz, a mulher levantou a blusa e me mostrou os seios refeitos e eu juro que achei que ela fosse me pedir para apertá-los. Mas, graças a Deus, era só para ver, mesmo.
Quando eu fui liberada para voltar ao convívio dos demais integrantes da casa, ela apareceu com uma batida de coco e disse: batida sem álcool, batida sem álcool e por fim  de repetir muitas vezes a frase " batida sem álcool" entregou-me uma taça. Quando eu cheguei a mesma perto da boca, que graças a Deus fica próxima ao nariz, reconheci o cheiro do álcool e minha amiga ( aquela que  me ligou)  afirmou perguntando: " vc colocou Absolut?" e eu passei a taça para o marido da minha amiga, mesmo sob os urros de protesto da vizinha. Que parecia determinada a me embebedar.
A essa altura eu lembrava da novela que eu estava perdendo e por certo, ficava com o semblante mais contrariado.
A conversa foi declinando até que todos resolveram encerrar a noite. Enquanto eu me preparava para voltar, já do lado de fora da casa da vizinha da minha amiga, ouço o conselho: " vc precisa ser feliz! Minha mãe é budista...Vc precisa ser feliz"
Eu me abstive de responder e sorri, acenando para a jovem senhora.
Quando eu cheguei em casa graças à carona da amiga, que eu já havia afirmado ser uma pessoa incrivemente gentil, combinei via MSN de caminhar com outra companheira de trabalho, na praia dos Cavaleiros. E parti para o banho e cama, exausta daquele sábado com cheiro de camarão e bebidas.
NO domingo pela manhã caminhamos, conversamos e resolvemos almoçar num restaurante de frente para o mar. O motivo que me fez ficar em Macaé foi, exclusivamente, economizar, mas para comer, sempre há um trocadinho. Lá fui eu, para o bendito restaurante beira-mar.
Ao chegar em casa, com a bateria refeita, fui lavar roupa à mão, pois a máquina está quebrada ( claro!). No finzinho do meu domingo, quando eu estava lendo os textos que preciso ler, percebo um vulto, seguido de um assovio. Olho para o alto e um morceguinho entrou na casa, pela cozinha, instalando-se no banheiro. Eu fechei  aporta do banheiro correndo e acendi todas as luzes da casa, que se trata de um quarto e sala, logo todas as luzes em questão, são apenas mais um cômodo.
Eu falei que havia lavado roupa, né? Então, deixei uma blusa secando no banheiro, porque não há espaço físico para comportar tudo, ainda que o meu tudo seja pratiacamente nada, mais ainda assim, deixei uma pecinha lá. Para quê? Para passar vergonha, pois quando o morcego entrou, eu o tranquei no banheiro junto com a blusa recém lavadas e fui para a janela à procura de um homem qualquer a fim de matar o morcego. Depois de meia hora, entra no prédio o namorado da minha vizinha. Todas as noites ele entra, fuma unzinho com o cunhado  e vai embora. Mas, nessa noite de domingo, o meu primeiro domingo sozinha numa casa em Macaé, ele entrou e foi subtamente interpelado por mim: " oi....posso pedir um favor". Ele veio ao apê, trancou-se com uma vassoura no banheiro e não achou o morcego. 

Por sorte, eu pedi o favor  antes dele fumar o seu baseado diário, porque ele poderia simplesmente entrar numa nóia com o morcego e eu ficaria com dois problemas no banheiro: o morcego e o drogado.
Assim sendo,  terminei o dia questionando  se fiz uma boa escolha em ficar em Macaé com o intuito de conter os gastos, pois saí desse final de semana, completamente DESGASTADA.

domingo 04 outubro 2009 06:31


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